A dura travessia
De quantas mais chamadas de atenção necessitaremos?”, perguntou recentemente Mark Rutte, secretário-geral da NATO. “Devíamos estar profundamente preocupados. Eu estou. A Rússia está a preparar-se para um conflito de longo prazo. Com a Ucrânia e connosco. Não estamos em guerra”, acrescentou Rutte, “mas também não estamos em paz.” Na Ucrânia, a guerra que Vladimir Putin iniciou em 2022, já causou um milhão de mortos e feridos. Em África, o Sudão caminha para a desintegração violenta. Moçambique poderá transformar-se num caos político. A Síria sobreviverá como um país? Do outro lado do mundo, a coação militar chinesa sobre Taiwan é cada vez maior.
Na Suécia, a Northvolt, uma grande empre sa constituída para fabricar baterias para veícu los elétricos e garantir a autonomia da indústria automóvel europeia face aos fabricantes chineses, está insolvente. Em Bruxelas, a Comissão Europeia decidiu que as empresas chinesas interessadas em concorrer a subsídios para o desenvolvimento deste tipo de baterias no Velho Continente terão de partilhar a sua propriedade intelectual com os fabricantes europeus.
Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Expresso de 27 de dezembro de 2024.
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